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sábado, 21 de maio de 2011

Problemas no casamento afetam sono das crianças


De acordo com estudo da Universidade do Estado de Oregon, casais que têm problemas de relacionamento podem ter filhos com problemas para dormir. E isso também pode ter impacto a longo prazo, na idade escolar
LAURA LOPES
sxc.hu
O estresse entre o casal afeta o sono dos filhos
Gritos, discussões, um ambiente tenso dentro de casa... Tudo isso parece afetar a vida dos filhos de um casal que tem problemas em seu relacionamento. Pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, descobriram que a instabilidade entre casais quando a criança tem nove meses influencia o sono do bebê aos 18 meses, incluindo dificuldade para dormir e se manter dormindo. Mesmo levando em consideração fatores como as condições do nascimento propriamente dito, a ansiedade dos pais e o temperamento difícil de algumas crianças, os resultados ainda são mantidos. 

"Se o problema do sono persistir, pode acarretar em problemas na escola, de falta de atenção e comportamento", diz Anne Mannering, uma das cientistas participantes. Segundo ela, os pais devem estar cientes de que o estresse no casamento pode afetar a criança, mesmo quando ela é bem pequena. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico especializado Child Development

Segundo Mannering, este é o primeiro estudo a mostrar uma ligação entre os problemas conjugais e o sono das crianças eliminando a possibilidade de haver uma relação genética entre as duas coisas. Para isso, os pesquisadores entrevistaram mais de 350 famílias com filhos adotados. Para a pesquisadora, as brigas dos pais influenciam o sono infantil muito mais cedo do que já havia sido provado anteriormente. Curiosamente, os pesquisadores não provaram que o inverso seja verdade: os problemas do sono das crianças não indicam instabilidade conjugal. 

Para ranquear o estresse entre o casal, os pesquisadores pediram que os pais respondessem, de um a quatro, algumas questões, como "Você já pensou em se divorciar?". Segundo Mannering, os casais era predominantemente de classe média, brancos, de boa educação e haviam adotado o filho nos primeiros três meses de vida da criança. Agora os pesquisadores estão investigando se a relação entre a instabilidade conjugal e problemas do sono infantil persiste após os dois anos de idade, e o papel que a relação dos pais com os filhos poderá ter nessa associação.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cura da Gagueira Chega a 90% em Crianças


Problema comum entre as crianças, a gagueira pode apresentar até 90% de cura quando for diagnosticada e tratada ainda na infância

A Gazeta


Problema comum entre as crianças, a gagueira pode apresentar até 90% de cura quando for diagnosticada e tratada ainda na infância. A disfunção é comum, pois, durante os primeiros anos de vida, os pequenos atravessam um período de falta de de ritmo normal na fala, quando estão aprendendo a conversar. Aos pais cabe o papel de não reprimi-los para que eles tenham mais liberdade no desenvolvimento da fala.

A dificuldade para mencionar palavras e o costume em hesitar ou repetir determinadas sílabas pode representar três tipos de gagueira: A disfluência normal; a gagueira leve e a gagueira severa - quando 10% da fala é prejudicada.

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Especialista no assunto, a fonoaudióloga Sarah Quintairos garante que, para que o problema seja resolvido, um dos primeiros passos é ter calma com as crianças e não se deixar levar pela vontade de corrigi-las.

"É importante deixá-las falar mesmo gaguejando. Assim, elas não se sentirão intimidadas e reprimidas e não haverá interferência no desenvolvimento da fala. O aspecto emocional prejudica muito", diz a especialista.

Outra dica é trabalhar constantemente o ritmo da fala. "Cantar e falar de forma a marcar o ritmo das sílabas com os pés ou as mãos é uma atividade que e ajuda os pequenos a ganhar fluência". Quando o caso for o mais grave, o caminho é procurar uma terapia.

Problema

A disfemia, conhecida popularmente como gagueira, é a mais comum desordem de fluência da fala e atinge dois milhões de pessoas no Brasil e mais de 60 milhões em todo o mundo.

Cerca de 75% das crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam o problema. (Frederico Goulart)

Vila Velha vai sediar encontro nacional de gagos

No próximo dia 23 de outubro, Vila Velha vai receber o 3º Encontro Brasileiro de Pessoas que Gaguejam, que será realizado na Faculdade Novo Milênio. A inscrição é gratuita e já pode ser feita no site da Associação Brasileira de Gagueira (Abra Gagueira) - www.abragagueira.com.br. Com o tema "Pessoas que gaguejam, inspirem-se!", o evento contará com palestras de profissionais, diversos depoimentos, discussões sobre os conceitos atuais da gagueira, questões sobre gagueira infantil, diferentes abordagens da terapia do adulto, e ainda um show musical ao fim do encontro. O encontro é destinado a pessoas que gaguejam, seus familiares e amigos, além de fonoaudiólogos e estudantes de fonoaudiologia.

Conheça as dificuldades na fala das crianças


Disfluência normal.
Em seu desenvolvimento normal, a criança pode ser disfluente. Isso ocorre quando ela repete uma ou duas vezes sílabas ou palavras, por exemplo: pa-pa-pato.

Gagueira leve.
A criança com gagueira leve repete sons mais de duas vezes, pa-pa-pa-pa pato, por exemplo. A presença de tensão pode ser evidente nos músculos faciais, especialmente ao redor da boca.

Gagueira severa.
Se seu filho gagueja em mais de 10% da sua fala, apresenta esforço e tensão para falar, evita palavras (muda a palavra) e/ou usa vários sons para começar a falar, ele precisa de terapia. Essas são as características de quem tem gagueira severa

Dicas importantes

Fale lenta e relaxadamente com seu filho, mas não perca a naturalidade

Preste mais atenção ao conteúdo da mensagem e não no quanto a criança está gaguejando

Mostre que você está prestando atenção ao que a criança fala: acene com a cabeça, sorria, faça sons de aprovação, etc

Mantenha contato de olho com a criança enquanto ela estiver falando

Não apresse a criança a falar

Nunca termine a palavra para seu filho

Não permita que outras pessoas caçoem de sua criança

Fonte: Associação Brasileira de Gagueira (Abra Gagueira)

domingo, 10 de outubro de 2010

Gostosa tentação: Festival do Chocolate atrai adultos e crianças


A feira conta com mais de 20 estandes, dentre grandes fábricas de chocolate e artesãos

Letícia Gonçalves - gazeta online

foto: Letícia Gonçalves
Festival do Chocolate, Vila Velha
A administradora Izabela Menegatti, 30 anos, com o filho Mateus, de dois anos, na feira do chocolate, em Vila Velha


Um aroma doce, um sabor agradável e, ainda, dentro de embalagens coloridas. O chocolate parece ser irresistível, principalmente para as crianças. E são elas quem mais procuram a guloseima durante o Festival do Chocolate, que está sendo realizado no Parque da Prainha, em Vila Velha, e segue até esta terça-feira (12), Dia das Crianças, das 9h às 21h. A entrada é franca.

A feira conta com mais de 20 estandes, dentre grandes fábricas de chocolate e artesãos. Os preços dos produtos à venda variam de R$ 1,00 a R$ 5,00, em média.

A administradora Izabela Menegatti, 30 anos, levou o filho Mateus, de dois anos, ao evento. Curiosamente, o menino não gosta muito de chocolate, mas ao ver tantas opções, não resistiu. "Ele até pediu chocolate", conta a mãe.

Outras crianças não puderam se render ao sabor do chocolate, mas também encontraram opções no festival. As gêmeas Luisa e Letícia, de apenas 1 ano e meio, têm intolerância à lactose e são mantidas longe da guloseima pelos pais. Mas as meninas puderam aproveitar as brincadeiras da área de recreação e assistiram a peças de teatro.

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Os adultos também aproveitam. A administradora Margareth Dias dos Santos, 53 anos, escolhia atentamente os chocolates à venda nos estandes com a filha, a estudante Andréa Dias Casagrande, 13 anos, e diz que não falta disposição na hora de provar os bombons e outras delícias. "Eu e minha filha nos consideramos crianças ainda".
foto: Letícia Gonçalves
Festival do Chocolate, Vila Velha
Chocolates estão à venda em forma de bombons, pirulitos e até em espeto de churrasco


Mas para conter a vontade de comer chocolate das crianças, os pais entram em ação. O hoteleiro Cláudio Manoel Vilaça, 37 anos, por exemplo, diz que tem que controlar os filhos Caio, de 8 anos, e Mariah, de 3.

"Tem a hora certa para comer e não é todo dia, é uma vez na semana, duas, no máximo. É gostoso, mas em excesso não é legal. Pode comprar, mas para consumir depois", determinou às crianças.

O Festival do Chocolate deve atrair 200 mil pessoas durante os quatro dias do evento, que começou na última sexta-feira (08). A expectativa é do Secretário de Cultura e Turismo de Vila Velha, Antônio Ramos. Um dos atrativos são os shows musicais realizados em um palco montado no local, também com entrada franca.

Na última edição do festival, em 2009, cerca de 180 mil pessoas visitaram o evento e mais de duas toneladas de chocolate foram comercializadas.